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‘Colocar minhoca no anzol a gente aprende’, diz novo ministro da Pesca

crivella-dilma-20120302-size-598Alvo de críticas por não conhecer o setor que vai comandar, o novo ministro da Pesca, Marcelo Crivella (PRB-RJ), afirmou nesta sexta-feira (2) que pretende aprender mais sobre a área.

“Não quero que a presidente fique triste em ter um ministro da pesca que não é um especialista e que não sabe colocar minhoca num anzol. Mas colocar minhoca no anzol a gente aprende rápido. Pensar nos outros é que é difícil”, afirmou Crivella do discurso de posse nesta sexta-feira (2) no Palácio do Planalto.

Ao discursar depois, a presidente Dilma Rousseff disse que Crivella “é um grande especialista em colocar minhoca no anzol”. “Um grande especialista. Ele é um bom engenheiro, ele é um bom gestor. Tenho certeza que o Crivella vai acrescentar muito às nossas minhocas colocadas no anzol”, afirmou a presidente.

Dilma chorou ao lamentar a saída de Luiz Sérgio de sua equipe de ministros. Ela defendeu, porém, a existência de alianças e coalizões políticas como “essência para que o Brasil seja administrado” e disse que, “infelizmente”, às vezes é preciso “prescindir” de algumas pessoas no governo.

Evangélicos
Apontado como uma indicação estratégica para aproximar o governo do setor evangélico, Crivella, que integrava a bancada evangélica no Congresso, citou a religiosidade em seu discurso. O novo ministro também citou o tio, o bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal.

“Quero citar uma lição que sintetiza com simplicidade um bom conceito. Quem pensa nos outros pensa como Deus”, disse. “Peço a Deus que dê sabedoria e discernimento […] para que continue não ocorrendo no nosso ministério qualquer deslize que desanime o povo e faça um cidadão de bem não sentir orgulho de ser brasileiro”, disse o novo ministro ao concluir o discurso.

Sobre as ações necessárias ao setor da pesca e aquicultura, Crivella afirmou que é preciso formar engenheiros ligados ao setor e aumentar o volume de financiamentos.

José Alencar
No discurso, Marcelo Crivella citou o ex-presidente José Alencar, que era do PRB. “Peço quebrar o protocolo para extravasar minha emoção[…]. Ele [José Alencar] conseguia com um sorriso iluminar a alma nacional. Se ele estivesse aqui estaria satisfeito ao ver o seu PRB assumir uma pasta ligada ao setor produtivo. Ele demonstrou que a riqueza vem do trabalho e não da especulação financeira.”

“Nos faltaram ao longo do nosso processo histórico líderes políticos que garantissem distribuição de riqueza para todos, pelo menos na necessidade básica. Nossa presidente não se afastou dos princípios adotados pelo presidente Lula e do nosso José Alencar.”

Crivella ainda classificou Dilma de “estadista” e disse que será uma “honra” participar do governo. “É uma honra servir sobre a supervisão lúcida as diretrizes de uma estadista como vossa excelência”, afirmou.

Marcelo Crivella afirmou ainda que chegou a sugerir outro nome para a presidente. “Me senti imensamente grato e honrado com o convite, embora confesse que minha primeira reação tenha sido de surpresa e de sugerir o nome de outro colega de partido.”