Assembléia convoca sociedade a lutar pela vida no Dia Internacional de Combate às Drogas

combateAsDrogasDa Redação: Walkyria de Pietro e Luciana Podiesi

(Fotos: Roberto Navarro)

Por iniciativa dos deputados Donisete Braga (PT), coordenador da Frente Parlamentar de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas, e Marcos Martins (PT), presidente da Comissão de Saúde, aconteceu nesta terça-feira, 26/6, no auditório Paulo Kobayashi da Assembléia, o simpósio Drogas: Prevenção, Aspectos Atuais e Dilemas Éticos.

O evento organizado pelo Departamento de Recursos Humanos marcou o Dia Internacional de Combate às Drogas no Parlamento paulista. A data foi instituída pela Organização das Nações Unidas há 25 anos.

Compuseram a mesa os deputados Donisete Braga, Marcos Martins, Hamilton Pereira (PT), Ulysses Tassinari (PV) e Geraldo Cruz (PT). Também

Marcelo Ribeiro, Hamilton Pereira, Ulysses Tassinari,

Marcos Martins, Sergio Dualibi e Marisa Spinardi

Desafio da sociedade

Marcos Martins, Ulysses Tassinari e Hamilton Pereira discorreram sobre o grande desafio que a sociedade enfrenta, em todas as faixas sociais e em todos os segmentos, e da necessidade de se criarem novas e eficazes políticas de saúde.

Os deputados destacaram que o problema das drogas, nos dias atuais já não está circunscrito às grandes cidades: invadiu os pequenos municípios do interior do Estado, inclusive a zona rural. Para Donisete Braga, é premente a necessidade de um debate direcionado, tanto a dependentes em todo o Estado como “e especialmente ” aos servidores da Casa, de forma oferecer-lhes subsídios no combate à eventual dependência química em seus lares. Mencionou ainda os lobbies de empresas que cerceiam projetos oriundos do Legislativo com objetivo de reduzir o consumo de drogas lícitas, como, por exemplo, o que prevê a eliminação de displays com propaganda de cigarros.

Complementando as palestras, profissionais do Programa Anti-Tabagismo aplicaram medição do índice de monóxido de carbono para detecção do consumo de tabaco. Ainda fram distribuídos ainda folders e livretos elucidativos sobre o tema e realizados testes para detecção de hepatite C.

Prevenção

Os palestrantes comentaram o aumento do consumo das drogas ilícitas que, conforme constatação de pesquisas realizadas pela Unifesp com usuários de diferentes perfis, são motivados ainda na infância, pelo consumo do cigarro e do álcool.

Sérgio Dualibi explicou que a pessoa é considerada dependente quando apresenta sintoma de compulsão (perda de controle no consumo da substância), tolerância (necessita de doses cada vez maiores para alcançar os efeitos obtidos no início do vício), crises de abstinência, estreitamento de repertório (a pessoa passa a frequentar apenas os locais onde sabe que terá acesso à droga) e reinstalação da síndrome de dependência (o doente passa a fazer uso da mesma quantidade da substância quando decidiu interromper seu consumo).
No âmbito da Assembleia, Dualibi ressaltou que existem serviços especializados que assistem o servidor em tratamentos específicos, como o programa de abandono ao tabagismo. A Casa ainda oferece check up, orientação e encaminhamento ao serviço adequado e apoio e assistência ao funcionário.

Depoimentos

Para o dependente Pedro Geraldo Aguiar, há mais de 10 anos sem usar qualquer tipo de droga, a família pode ajudar o dependente a deixar o vício ou contribuir para o seu início. Aguiar afirmou que os pais não devem permitir que seus filhos bebam cerveja quando crianças. “Todo mundo acha engraçadinho, mas pode ser o começo do vício.”

Emocionado, relatou as dificuldades de um morador de rua e a vontade de ter sua dignidade de volta. “Após perder meu emprego e os “amigos”, morei nas ruas por quatro anos e meio. Mas, por causa de uma frase que minha mãe disse quando tinha oito anos, nunca roubei.” Hoje, Aguiar possui apartamento próprio, emprego e ajuda outros dependentes a se recuperarem do vício.
Adelto Damasceno Gomes precisou superar sua dependência e a de um filho de 13 anos. “Oito meses após abandonar o vício, descobri que meu filho usava maconha e cocaína.” Conforme Gomes, a religião foi o responsável pela “libertação” de ambos. “A falta de diálogo e amor dos pais é um dos fatores que aproxima os jovens do vício”, declarou. Hoje, pai e filho fazem parte de um grupo de atendimento comunitário e defendem a criação de uma política pública de recuperação aos dependentes químicos.
Participaram do simpósio Maria de Fátima Padin, que falou sobre a abordagem e prevenção na adolescência; Marcelo Ribeiro, que expôs os aspectos atuais e impactos do crack na saúde pública; Clarissa Homsi, que abordou o contexto atual do controle do tabagismo no Brasil, e Mauro Aranha, que falou sobre os dilemas éticos na atenção às dependências químicas.

Fonte:http://www.al.sp.gov.br/portal


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